domingo, 30 de setembro de 2012

Agricultor cadeirante do RS supera dificuldades e continua trabalhando


Agricultor apaixonado pela atividade é de Encantado, no Rio Grande do Sul.
Ele sofreu um acidente grave, mas mesmo assim continua trabalhando.


Casinhas coloridas, gado de leite, granjas e lavouras variadas. No município gaúcho de Encantado, que fica no Vale do Taquari, Rio Grande do Sul, a terra montanhosa tem muito verde e milhares de pequenas propriedades rurais.
Grande parte da população é descendente de imigrantes italianos, que chegaram à região a partir do final do século XIX. Nesse cenário, o agricultor Venilton Valandro vive com a mulher, Arlete, em uma propriedade 50 hectares.
Venilton conta que logo após um acidente de moto que sofreu em 2005, ele ficou sem sair da cama por quase um ano inteiro. Aos poucos foi ganhando confiança, comprou uma cadeira de rodas, fez fisioterapia e começou a retomar o trabalho, primeiro com as parreiras. Ele faz a poda com uma tesoura adaptada com dois cabos de vassouras.
Além de manter as parreiras, Venilton também cuida de várias lavouras do sítio. São cultivos pequenos usados para o consumo da família, como milho, mandioca, feijão, arroz e amendoim.
Para dar conta do serviço, ele teve que desenvolver um jeito próprio de usar a enxada. Na hora de pegar alguma coisa no chão, Venilton se apoia nela.
O sítio também conta com cultivo de noz pecan e um pequeno rebanho de gado leiteiro, principal fonte de renda da família. Quem cuida das vacas é a esposa de Venilton.
O agricultor explica que uma dificuldade do trabalho na roça é que o terreno é normalmente esburacado, irregular. Por isso, quase todo deslocamento exige força e habilidade.
Para manter a forma, Venilton precisa fazer exercícios todos os dias. De tempos em tempos, o produtor também joga basquete com os amigos da região e, segundo ele, um dos melhores remédios para a boa saúde se chama ‘agricultura’.
Boa parte do trabalho diário de Venilton ocorre em uma horta, que fica perto da casa. Ele planta salsinha, pimenta, couve, bucha, alface, tudo orgânico.
Fazendo um balanço dos últimos anos, Venilton fala dos problemas e também das evoluções.
“Logo no começo, eu pensei até em ir para cidade tentar outros tipos de trabalho porque o meu eu não poderia mais fazer. Acabei ficando. Ganhei mais força de vontade e de espírito. Mais do que tinha antes”, diz.