quarta-feira, 30 de setembro de 2020

Pais e responsáveis, uni-vos: como apoiar o estudo dos filhos durante a quarentena

        O avanço do novo coronavírus (Sars-Cov-2) obrigou escolas da rede pública e privada a suspenderem aulas em praticamente todo o Brasil. Isso significa que pode chegar a 47,8 milhões o número de crianças e jovens longe das instituições de ensino infantil, fundamental e médio – e por tempo indeterminado.


Pais devem ajudar os filhos nos estudos durante a quarentena. Crédito Freepik.

Além das escolas, um sem número de empresas suspendeu atividades ou permitiu que colaboradores trabalhassem de casa – muitos pela primeira vez. Esses profissionais terão que se adaptar ao home office e simultaneamente conciliar a supervisão dos filhos. É um tempo de aprendizagem para todos.

Parte das instituições já estão adaptando os conteúdos para plataformas de ensino a distância. Professores e tutores buscarão acompanhar o processo de aprendizagem online, caberá muito mais aos pais durante a quarentena, auxiliarem os estudos dos filhos.

Descubra, a seguir, como orientar os estudos e propor atividades que tornem a rotina dos filhos mais produtiva.

Obtendo o melhor da EAD

O engajamento dos alunos é um dos principais desafios da educação a distância. E se os pais demonstrarem real interesse no que os filhos estão aprendendo, o gesto pode fazer toda diferença.

“É importante utilizar a EAD para incentivar a interação familiar. Nesse modelo, o ambiente é seguro e conhecido, e há liberdade para acessar recursos digitais que normalmente não são oferecidos nas escolas”, diz George Balbino, diretor de negócios da plataforma Mangahigh.

Os pais ou responsáveis devem participar com os filhos do momento de explorar a plataforma escolhida pela instituição. Conhecer os canais de comunicação com a turma e o ambiente virtual onde serão disponibilizados os materiais, por exemplo.

Com crianças, o ideal é acompanhar a navegação, sempre estimulando que eles extraiam sozinhos o melhor da web. Os jovens podem realizar essa etapa com mais autonomia, para que não se sintam pressionados.

Uma dica é montar um cronograma organizando os horários de estudo e as entregas de trabalhos e avaliações. Ainda, é possível estabelecer momentos durante o dia para a resolução de dúvidas e acompanhamento das tarefas, podendo combinar a pausa das suas atividades de home office com o intervalo dos filhos.

Para tornar o ensino a distância mais atrativo, a internet oferece conteúdos dinâmicos e variados que complementam os estudos, ampliam a interatividade e aproximam o entretenimento da aprendizagem.

Que tal conhecer um museu sem sair de casa? Basta acessar os sites do Louvre, Museu do VaticanoHermitage e outros tantos para realizar um tour exclusivo, com visita às obras e explicações dos guias.

Passeio virtual: museus podem ser visitados a distância. Crédito: reprodução.

Outra opção são os aplicativos para smartphone. No Kinedu, às crianças encontram mais de 1800 atividades que divertem e ensinam. Para quem está se preparando para o Enem e vestibulares, o Stoodi disponibiliza videoaulas e simulados gratuitos.

Devido à quarentena imposta pelo avanço do novo coronavírus, a Me Salva! doou 50 mil acessos a todo o conteúdo produzido pela edtech. “Os professores poderão utilizar toda nossa estrutura EAD gratuitamente para que mantenham seus alunos estudando”, afirmou o CEO da Me Salva!, Miguel Andorffy.

Canais do Youtube também são uma alternativa. O canal Palavra Cantada traz músicas divertidas e educativas sobre vários assuntos, desde regras sociais até conteúdos didáticos primários como cores, números e formas.

Para os adolescentes, o canal Ted Talks disponibiliza palestras rápidas e bem-humoradas com especialistas de diversas áreas, abordando desde desenhos robóticos até os segredos dos dinossauros.

Ideias para garantir a produtividade e a organização

Ações simples são capazes de fazer a diferença nos estudos e no dia a dia em casa. Confira 4 sugestões para enfrentar esse período com leveza e planejamento. 

Mantenha uma rotina: Crianças e jovens devem acordar no horário habitual, vestir-se adequadamente, alimentar-se de maneira saudável e então se dedicar ao estudo dos conteúdos que seriam trabalhados em sala de aula.

É importante respeitar os intervalos. Assim como no colégio, o recreio ou o tempo para relaxar e brincar entre uma atividade e outra é fundamental. O ideal é que os estudantes não sejam sobrecarregados por conta da quarentena imposta pelo coronavírus.

Continue se comunicando: Seja pelas plataformas virtuais disponibilizadas pela escola ou pelas redes sociais, o estudante deve interagir frequentemente com a turma, preservando a experiência social.

“As redes permitem que as famílias troquem informações em tempo real sobre o aprendizado dos filhos e que estes sigam desenvolvendo os laços de amizade construídos no colégio”, explica Balbino, da Mangahigh.

Os grupos são uma oportunidade para sanar dúvidas e compartilhar ideias e resultados. A família precisa reforçar o contato com o professor, certificando-se de que as matérias estão sendo abordadas de maneira correta e discutindo as percepções do aluno.

Criança estudando; por causa do coronavírus crianças estão passando mais tempo em casa. Crédito: Freepik.

Explore a criatividade: Tudo pode ser transformado a partir de um novo olhar. Com lápis, papel e régua já é possível esboçar uma planta baixa da casa e convidar os pequenos a repensar os espaços, reorganizando móveis, folhagens e até a decoração. Esse exercício estimula noções espaciais, matemáticas e sociais, já que o ambiente precisa continuar harmônico e útil para todos.

O momento também é ideal para dar um novo destino às revistas, jornais velhos e materiais recicláveis. Com os menores, é possível utilizar as figuras para construir colagens inspiradas nos filmes, músicas e livros preferidos, trabalhando arte, interpretação e conexão de temas.

Uma alternativa para estudar o português é criar jogos com a sintaxe e a gramática: basta deixar o cronômetro rolando e apostar quem consegue recortar mais palavras ou frases de cada grupo determinado.

Estimule o movimento: No período de isolamento social, é importante que as famílias se mantenham saudáveis, alimentando-se bem e praticando exercícios mesmo dentro de casa. Os pais podem organizar desafios de dança e mímica dentro de casa, trabalhando a percepção corporal, a flexibilidade e a coordenação motora.

Se houver acesso à ambientes ao ar livre, disputas lúdicas como corrida com bastões ou sacos são uma alternativa. Os mais velhos podem utilizar aplicativos de realidade virtual para montar a própria rotina de exercícios, dedicando atenção especial aos aeróbicos.

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domingo, 27 de setembro de 2020

Dia Nacional de Doação de Órgãos e Tecidos - 27 de Setembro

 

Para divulgar a doação de órgãos no Brasil, o dia 27 de setembro foi escolhido como o Dia Nacional de Doação de Órgãos. O grande objetivo da passagem da data é levar informações sobre a doação de órgãos para a população brasileira e conscientizar as pessoas sobre a importância desse ato de amor e solidariedade.

Setembro foi escolhido como o mês em que a campanha pela doação de órgãos é ainda mais intensificada no Brasil. E o objetivo desse grande trabalho de conscientização é um só: ajudar milhares de pessoas que aguardam na fila de transplante. No Brasil, cerca de 34 mil pessoas estão esperando por um órgão.

 

Então vamos falar de doação? 

 

No Brasil, para ser doador de órgãos é preciso conversar com sua família e manifestar o seu desejo de doar. Isso porque, de acordo com o Ministério da Saúde, a doação só pode ser realizada depois que a família do doador autoriza o procedimento. É possível doar rim, fígado, coração, pâncreas, pulmão, córnea, pele, ossos, válvulas cardíacas, cartilagem, medula óssea e sangue de cordão umbilical. Infelizmente, cerca de metade das famílias recusa a doação, atitude que aumenta ainda mais o tempo de espera por um transplante.

 

Doadores vivos podem realizar a doação de rim, parte do fígado e da medula óssea. E no caso da medula óssea, para ser doador, basta procurar o hemocentro da sua cidade e realizar o cadastro. Durante o processo, será coletada uma pequena quantidade de sangue (10mL) e será preciso apresentar o documento de identidade.

 

Após a coleta, o sangue é analisado por um teste de laboratório que identifica suas características genéticas para que possam ser cruzadas com os dados de pessoas que precisam de transplantes. Quando há uma possível compatibilidade, o doador será chamado e consultado para decidir se quer realizar a doação ou não.

 

Confira abaixo as especificações do Ministério da Saúde para doação:

 

Doador vivo: qualquer pessoa que concorde com a doação, desde que o ato não prejudique sua própria saúde. Ele pode doar um dos rins, parte do fígado, parte da medula óssea ou parte do pulmão. De acordo com a lei, parentes até quarto grau e cônjuges podem ser doadores. Pessoas que não são parentes podem realizar a doação somente com autorização judicial.

 

Doador falecido: Paciente com morte encefálica, geralmente vítima de catástrofes cerebrais (traumatismo craniano ou derrame cerebral).

Os órgãos doados vão para pacientes que necessitam de um transplante e estão aguardando em lista única, definida pela Central de Transplantes da Secretaria de Saúde de cada estado e controlada pelo Sistema Nacional de Transplantes.

 

Transplante Pulmonar

A Fibrose Cística é a terceira condição que mais encaminha pacientes para o transplante pulmonar, que pode ser tanto na modalidade intervivos como de doador cadavérico. Atualmente apenas três centros estão habilitados para o transplante pulmonar: A Santa Casa de Misericórdia em Porto Alegre, pioneira no procedimento na América Latina, o InCor em São Paulo, que tem o maior número de transplantes realizados no país, e o Hospital de Messejana em Fortaleza.

 

Para poder ser transplantado, o paciente com Fibrose Cística precisa ser encaminhado do seu Centro de Referência para uma equipe de transplantes de um desses hospitais. Para isso, são verificados uma série de requisitos clínicos, sociais e psicológicos, o paciente passa por um processo de reabilitação e aguarda por um órgão compatível.

 

Fonte:1: Ministério da Saúde

Sie: https://unidospelavida.org.br/doeorgaos/

 

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sexta-feira, 25 de setembro de 2020

Como ensinar alunos com TDAH a distância?

 
Sair da sala de aula e se adaptar ao ensino remoto não foi fácil para muitos estudantes. Mas àqueles que já tinham dificuldades na aprendizagem, os desafios podem ser ainda maiores. É o caso de alunos com TDAH, o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade.


O TDAH é um transtorno neurobiológico que se manifesta na infância e costuma atrapalhar o desempenho dos alunos em sala de aula. Isso ficou ainda mais evidente depois que as escolas foram obrigadas a adotar o ensino remoto, durante a quarenta imposta pela proliferação do novo coronavírus.

Quem afirma é a leitora Renata Leite Nunes, 43 anos, que nos escreveu contando os dilemas enfrentados pela filha de 8 anos. Melissa está no 3° ano e tem TDAH. “Tenho que fazer com ela as tarefas online e as de casa. É muita coisa para uma criança que não tem foco, concentração e que ainda não sabe ler. Ela fica estressadíssima com tanta tarefa”, conta Nunes.

Pensando em ajudar crianças e jovens como Melissa, além de pais, mães e professores, fizemos a seguinte pergunta a cinco especialistas: Como ensinar alunos com TDAH a distância?

Estas são suas respostas.

– Camila León, doutora em distúrbios do desenvolvimento pela Universidade Mackenzie e professora universitária.

“Primeiro, confirme com os pais como anda o tratamento clínico (medicamentoso e terapêutico) do aluno com TDAH. O ideal seria a permanência dos tratamentos anteriores ao isolamento social e alinhamento do professor com os terapeutas.

Aproveite para conhecer melhor os interesses do aluno (filmes, músicas e personagens) e atividades que têm conseguido fazer em casa, para integrá-los aos conteúdos acadêmicos. Alunos motivados, prestam mais atenção e aprendem melhor. A ‘técnica pomodoro’ pode ajudar nos estudos.

Se necessário, repita a operação por até mais três vezes e então dê uma pausa maior. Lembre-se de reconhecer e elogiar o esforço do aluno.”

 Waléria Henrique dos Santos Leonel, psicóloga, especialista em educação especial e inclusiva pelo Centro Universitário de Maringá.

“Ensinar uma pessoa com TDAH ainda é um grande desafio, pois muitas vezes instituições de ensino e, principalmente, o profissional não está preparado para a oferta do atendimento diferenciado.

Pensando na modalidade de ensino a distância, é importante realizar as adequações pedagógicas conforme a necessidade da pessoa, visando corresponder às habilidades e déficits individuais e promoção das habilidades acadêmicas. Como a organização do tempo, oferta de atividades adaptadas, suporte de equipe profissional e familiar, sendo fundamental para o sucesso do aluno.

Destaco que é importante sempre lembrarmos que cada pessoa terá a sua forma de aprender e isso irá demandar recursos que suprem a sua necessidade.

Desta forma, toda pessoa é capaz de aprender e superar as suas limitações e, para isso, requer que os profissionais envolvidos acreditem na potencialidade e busquem cada vez mais as capacitações necessárias para entender sobre os transtornos que impactam na aprendizagem, para alcançar o sucesso do aluno.”

-Nadia Bossa, diretora do Instituto Internacional de Estudos e Pesquisa em Psicopedagogia e Neurociências (INEPpsin)

“Professores e família devem receber capacitação para a elaboração e acompanhamento das aulas online. Além disso, as aulas devem ser elaboradas na forma de tópicos ou seções de no máximo 15 minutos de explanação ou demonstração sobre o conteúdo acadêmico.

Na sequência deve ser solicitado a realização de uma atividade de verificação de aprendizagem sobre o tema que deve ser enviada ao professor, no prazo máximo de 15 minutos. Deve ser desafiadora, ter proximidade ou indicativos de aplicação próximos à realidade de vida do aluno. Essa metodologia deve se repetir até o término do tempo de aula.

A criatividade e o domínio das ferramentas de uma plataforma para cursos online, por parte do professor é essencial para que possa tornar as aulas remotas suficientemente atraentes. Humor, Imagens, e boa organização são essenciais para que se dê a aprendizagem. ”

 Bruno Sini Scarpato, doutor em psicologia médica, terapeuta cognitivo comportamental e neuropsicólogo.

“Existem 5 elementos básicos que devem ser considerados na resolução de um problema e que podem ser adotados no ensino a distância de jovens com TDAH. O primeiro deles é a definição do problema. Aqui considero qualquer ação do aluno que entrava o processo de aprendizagem.

 O segundo elemento é a determinação de metas. Esta meta poderá, por exemplo, ser o aumento de 25% na média final de Geografia, ou a entrega de ao menos 80% das lições de casa, ou registro diário da agenda, dentre outros comportamentos. O terceiro elemento será o estabelecimento dos passos a serem seguidos para alcançar a meta estabelecida. Aqui será fundamental que o profissional envolva os pais nesta etapa, e elabore algo que seja factível a estes.

Como o aluno com TDAH apresenta dificuldade em manter foco durante toda a aula e baixa tolerância a leituras longas, uma estratégia seria reforçar o aprendizado do dia por meio de uma leitura rápida do conteúdo no caderno. A leitura do caderno, além preencher lacunas criadas pela oscilação da atenção na aula, permite aos pais identificar se seu filho está anotando no caderno o conteúdo ministrado em aula. Já o planejamento do estudo dividido em blocos facilita a organização mental e assimilação das informações. A definição de tempo de duração destes blocos e de seus intervalos, aliviará a intolerância às longas leituras.

O quarto elemento é a supervisão das atividades, que pode ser facilitado lançando-se mão de recursos tecnológicos como plataformas online de ensino ou de dos meios de comunicação tradicionais, como bilhetes na agenda e encontros periódicos.

A etapa final deste processo será a avaliação dos resultados e ajuste das estratégias. Quando mais específico forem nas definições das metas, mais fácil será avaliar a eficácia do plano de ensino criado.

O ensino a distância de alunos com TDAH é desafiador, mas possível. Resgatar o aluno que está à deriva em seus pensamentos, e guiá-lo a terra ‘daqueles que aprendem’, proporcionará uma experiência libertadora para ele e sua família. ”

-Valquiria Munique de Melo Costa, pedagoga e especialista em educação especial e inclusiva.

“As aulas remotas para alunos com TDAH devem contar com momentos de interação em casa realizados de acordo com suas possibilidades visando a construção de sua autonomia.

Algumas estratégias podem contribuir na organização e acompanhamento das demandas escolares à distância: organização de uma rotina de estudos, criar mapas conceituais, confecção de jogos, acesso a diferentes textos, criar checklist, montar calendários para acompanhar as aulas, planejar a semana, seleção prévia de diferentes materiais de pesquisa (livros, jornais, revistas, sites) e exploração de diferentes recursos tecnológicos digitais.”

Fonte: https://desafiosdaeducacao.grupoa.com.br/ensinar-alunos-tdah-a-distancia/

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segunda-feira, 21 de setembro de 2020

Inclusão: os desafios de ensinar alunos especiais durante a quarentena

Vanessa Dlugosz é especialista em direito constitucional e mãe do Gabriel, 16 anos. Aluno do 8°ano em uma escola de Curitiba (PR), que precisou suspender as atividades presenciais em razão da pandemia, Gabriel tem síndrome de Down e começou a ter aulas remotas pela televisão no dia 06 de abril.

     Mas tanto ele quando sua mãe enfrentam desafios no ensino remoto emergencial. “Não tem material adaptado, não tem aula adaptada, não tem acessibilidade. Começa-se a ver a desigualdade potencializada nesse período”, contou Dlugosz ao podcast Café da Manhã, do jornal Folha de S. Paulo.

     Ela diz que o filho assistiu apenas duas aulas e se frustrou. Não conseguia entender o conteúdo. A mãe de Gabriel relata que tenta auxiliar o filho realizando atividades antigas, mas a falta de conhecimento pedagógico dela dificulta a aprendizagem de Gabriel. Ela é mãe, não é professora.

     A falta de acessibilidade das aulas remotas representa uma triste realidade: o ensino a distância não é para todos. Mas pode ser.

     É possível adaptar as aulas para atender as necessidades dos alunos com deficiência e sem exigir muito, segundo a psicopedagoga Camila Léon. “O ideal seria o aluno ter momentos de atendimento individualizado com o professor ou em grupos menores.”

     Doutora em distúrbios do desenvolvimento pela Mackenzie, Léon diz que, a depender da severidade do quadro clínico, podem ser feitos ajustes no conteúdo disponibilizado, na forma de explicação e no uso de diferentes recursos.

     A situação de isolamento físico é estressante para todos, inclusive para os alunos que têm alguma limitação. Por isso, a psicopedagoga fala que “é mais importante que os professores abram o diálogo com os alunos sobre suas emoções, suas rotinas e como estão as relações em casa”. Isso irá promover mais a interação aluno-professor, do que apenas o foco no conteúdo acadêmico.

Formas de ensinar alunos especiais

     As aulas remotas devem contar com momentos de estimulação, ludicidade e acolhimento em casa. “Existem recursos que favorecem o rompimento das barreiras e o acesso à educação”, afirma a psicóloga Waléria Henrique dos Santos Leonel.

     Entre os recursos estão plataformas acessíveis, leitores de tela, aulas em libras para alunos surdos e materiais adaptados.

     Especialista em atendimento educacional para educação especial e inclusiva, Leonel ressalta que antes do uso de qualquer tecnologia é importante conscientizar e incentivar a capacitação das pessoas envolvidas no processo. “A inclusão deve ser praticada em todas as modalidades de ensino e em todos os níveis.”


Fonte\; https://desafiosdaeducacao.grupoa.com.br/inclusao-ensinar-alunos-especiais/

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