quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Menino autista de 10 anos faz amigo inusitado e tem a vida transformada

Callum Lake foi diagnosticado com autismo há 2 anos, depois de quase 4 anos de investigação médica. O garoto de 10 anos sofre da síndrome de Asperger e sempre teve problemas para se relacionar e se comunicar na escola e com outras pessoas. Porém essa situação se alterou profundamente quando conheceu seu melhor amigo: um lagarto chamado Spike, dado de presente pela sua mãe.
“Callum sempre teve um interesse muito grande por dinossauros. Um dia ele me pediu um e eu achei que um lagarto era a coisa mais parecida para dar”, explicou ao “Dailymail” a mãe da criança, Karen, de 38 anos. “Assim que ganhou o presente, ele se apaixonou imediatamente. Spikeé seu melhor amigo”, completou.
A mãe do menino notou mudanças drásticas no comportamento de seu filho nos últimos meses.Spike o ajuda a se concentrar quando fica ansioso – melhorando sua calma – e foi um jeito de Callum ter mais iniciativa para começar conversas com seus colegas de escola.
“Cuidar de Spike é muito divertido. Eu até comecei a me levantar mais cedo para dar comida para ele antes de ir para escola”, disse Callum. “Eu dou vermes de comida para ele,  e deixo para minha mãe dar grilos, porque não gosto deles pulando”, explicou.
“Spike pode ser pequeno, mas ele teve um impacto enorme na vida de Callum. É muito emocionante vê-lo mais confiante e independente. Quando ele era jovem, pensamos que ele era uma pessoa extremamente tímida e que tinha um jeito peculiar de gostar das coisas. Ele não lidava bem com mudanças e quando ele foi para escola, os professores notaram seu problema de comunicação, o modo como ele evitava olhar as pessoas nos olhos. Foi aí que começamos a correr atrás do problema”, disse a mãe de Callum.
Os pesquisadores do Centro de pesquisas médicas de Brest, na França, acreditam que as habilidades sociais de crianças com autismo melhoram muito com animais de estimação. O cientistas descobriram que as crianças ficam mais capazes de compartilhar seus objetos e consolar outras pessoas.
“Dar apoio às pessoas com autismo, como Callum, que podem e querem criar amizades, é um bom caminho para tentar acabar com o isolamento de muitas dessas pessoas”, refletiu Karen.